Vivemos num mundo de Marcas… sem marcas não conseguimos imaginar este mundo.
Tratar-se-ia de uma alteração não só visual, mas acima de tudo de uma profunda transformação social e da relação entre os indivíduos.
Mas façamos o esforço. Imaginemos um mundo sem marcas de luxo, sem marcas desportivas, sem marcas jovens, sem marcas clássicas, sem marcas de gama baixa, no fundo, todos os produtos sem rótulo, sem identidade…
A primeira questão que surgiria no indivíduo (que tivesse condições de vária ordem para poder escolher), seria muito possivelmente: “Como poderei mostrar quem sou eu?!”.
Se bem que poderíamos escolher o que comprar com base no seu fim, design, propriedades ou no seu tipo de materiais, não poderíamos comprar a reputação e a imagem que as marcas criam em seu torno e que permitem a nossa projecção social. Estaríamos remetidos a uma realidade homogeneizada, onde o espaço à individualidade seria diminuto. Não pretendo aqui diminuir o protagonismo da personalidade e do carácter individual no processo de diferenciação social, aliás reconheço por inteiro a sua importância. Contudo, e estando a falar da dita “sociedade ocidental”, reconheço também o impacto das marcas na construção plena do indivíduo na sociedade e na construção da imagem com que esse indivíduo quer ser recordado.
John Kay um dia terá dito:
“Sou irresistível, digo eu, quando ponho o meu perfume de marca. Sou um banqueiro, digo eu, quando desço do meu BMW; sou um desajeitado juvenil, digo eu quando bebo uma caneca de cerveja forte; sou belo, digo eu, quando visto os meus jeans Levi’s”.
Independentemente da concordância ou não com a conotação atribuída por John Kay a estas marcas e produtos, importa nesta frase perceber a sua mensagem. Ao comprar determinada marca compramos também os atributos que ela encerra em si mesma e com os quais, consciente ou inconscientemente, nos identificamos ou revemos. As nossas escolhas definem-nos e posicionam-nos na sociedade.
Esta minha análise prende-se sobretudo com marcas de produtos que não constituem uma primeira ou básica necessidade. Com aquelas através das quais moldamos a nossa forma de ser e com as quais nos queremos apresentar. As marcas são mais que um nome ou logótipo. São promessas, são valores, são mensagens que a empresa transmite ao consumidor e que os consumidores transmitem entre si.
Qual o factor crítico para o sucesso de uma marca?
A transmissão da mensagem certa e verdadeira para o consumidor que nela poderá estar interessado.
Trata-se de prometer e cumprir. Trata-se de fazer sonhar e depois viver.
Terão tanto mais sucesso aquelas marcas que cumprirem as suas promessas, e cujas promessas vão ao encontro dos desejos, latentes ou expressos, do consumidor.
Como fazê-lo?
Escreverei noutra oportunidade…
Até Breve
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