Primeiro despede um terço dos colaboradores, depois reduz todos os custos ao mínimo (incluindo a produção e esquecendo a qualidade dos produtos) e por fim o gestor esconde-se no seu gabinete (com a facturação acumulada guardada no armário) e espera que volte a estabilidade. Situações banais como a concorrência directa poder ganhar mercado ou o facto de estar inactivo estrategicamente e permitir a fácil entrada de novos concorrentes ou ainda a qualidade dos produtos ser afectada devido à diminuição de custos, tornam-se secundárias, porque o grande problema é a “CRISE”.
Nos dias que correm, isto será (espero que de uma forma exagerada) um pensamento que passa pela cabeça de alguns gestores de PME’s.
A questão que se coloca é: Fará algum sentido este tipo de pensamento? Fará algum sentido a empresa ficar “parada” e não continuar a procurar o desenvolvimento e o investimento em tempos de instabilidade?
Considero que não.
As “crises” trazem mudança e a mudança trás novas oportunidades.
A história dita que as boas empresas cresceram em tempos de crise e de mudança. Como? Encontrando novos mercados, novos consumidores, desenvolvendo novos produtos e, essencialmente, investindo.
Estas empresas são dinâmicas, empreendedoras e procuram oportunidades.
Não param as suas acções de comunicação porque elas, como eu, ainda acreditam que os consumidores só vão consumir produtos que conheçam e sem comunicar os seus produtos como é que os seus consumidores têm conhecimento destes?
Não param de procurar novos mercados, pelo contrário, procuram mais. A mudança aumenta a probabilidade de aparecerem novos mercados, de aparecem oceanos azuis.
As boas empresas nunca se esquecem que os seus clientes são o seu mais precioso activo e a sua satisfação o seu principal objectivo.
Essencialmente, são estas empresas que marcam o ritmo do seu mercado e que criam padrões e inovações constantes.
Estas empresas atacam sempre onde os outros não atacarão, tentam descobrir e ocupar um nicho, o seu nicho, logo nos primórdios de uma nova tendência, de um novo mercado e estão sempre atentas ao inesperado.
Tem que se tentar perceber as mudanças de estrutura de mercado, as mudanças demográficas e as mudanças de atitude e de rotinas de forma a descobrir novas necessidades e a abrir a porta a novos produtos, novos negócios e novos mercados. As empresas que estiverem atentas e perceberem (antes da concorrência) estas mudanças, estarão a empreender para um futuro empresarial mais sustentável.
Peter Drucker dizia:
Descobre-se. Antecipa-se. Aproveita-se. Lidera-se.
Seguir esta filosofia será uma boa ajuda para atingir o sucesso, até em tempos de CRISE.
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